Só quem é capaz de assumir os seus erros é capaz de mudar

Não sei o que se passa comigo, ou quiça saiba mas não esperava ver em mim essa transformação. Sempre fui um sonhador, pois partindo de tudo o que sou, sou respeitador da diferença cultural ou política dos que me rodeiam, tendo a capacidade de partilhar a minha opinião sobre os aspectos que concordo ou não. Por ser sonhador e acreditar num mundo onde o respeito mutuo existe, sempre fui simpatizante das perspectivas de esquerda, mas sem dúvida que há momentos que olho para a direita como algo igualmente interessante e principalmente com aspecto que creio que são importantes para o exercício político, tal como uma espécie de transparência quanto aos dados que um qualquer processo tem, principalmente os dados negativos, que posso interpreta-los como os dados que demonstram o que correu mal, para sermos capazes de criar melhores soluções para os solucionar. É como o desenvolvimento de uma aplicação de software. São os erros que mostram ao proframador tudo aquilo que não está a funcionar correctamente e a partir desse conteúdo o programador é capaz de resolver os problemas, criando soluções.

Não sei se o partido Chega seria realmente algo de novo. Por vezes parece que teriam essa capacidade e por outro lado algo de obscuro pode ser criado caso o partido ganhe o poder de tomar decisões nacionais. Um dos aspectos que sempre gostei, foram os assuntos relacionados com a segurança, seja na vida real seja ao nível informático. Demasiada segurança cria sistemas disfuncionais e por isso, considero que demasiada segurança é mau, pois os profissionais de segurança por vezes comportam-se pior do que alguns bandidos e nesse aspecto, teriamos uma justiça injusta no sentido da sua aplicação e não tanto no sentido da sua lentidão, que é o problema da justiça actualmente, quanto aos processo judiciais que têm de ser investigados e resolvidos.

No aspecto da aplicação em tempo real das polícias, nota-se que actualmente com todas as limitações que as polícias têm, o combate à criminalidade continua com resultados positivos, sem haver um comportamento antigo que era relativo ao uso de violência contra todos que tinham feito alguma coisa de mal. Uma vez mais e segundo a minha perspectiva, o mecanismo que deve ser usado na interação social e humana, deve seguir parâmetros humanísticos, sabendo que a partir do momento que o agressor é agressivo, é de direito da polícia tentar impedir um qualquer ataque. Mas até nesse aspecto, é necessário que o polícia tenha capacidade de se defender sem usar armas de fogo e caso haja necessidade de usar, tenha capacidade de acertar numa perna e não na cabeça ou no coração. Esses alvos das escolas de Tiro deveriam ter como objectivo ( para as polícias e até para os militares ) a capacidade de neutralizar o "inimigo" sem o matar, isto é, acertando nos membros externos ao corpo e não no centro do corpo.

No âmbito da Justiça, entendo que o segredo da justiça tenha sentido, principalmente quando a investigação está em curso. A partir do momento que a investigação chegou ao estado final, o conteúdo da investigação deveria ser aberta e o segredo ser publicado. Quando ao segredo bancário, já não sou simpatizante desse segredo, pelo contrário o segredo bancário não deveria existir, pois é a partir desses segregos que se tem visto uma quantidade bem grande de desvios multi-bilionários. Quando à questão da vigilância, também tenho tido uma simpatia pelo monitorização parecida ao da China. Se as autoridades não sentirem necessidades de criar corrupção, as câmaras com reconhecimento facial é algo que pode ser útil para a justiça e para a segurança. Afinal, só quem quer fazer algum mal é que poderá ter alguma coisa contra as câmeras na via pública.

Mas eu cá sou uma espécie de Polícia diferente dos restantes polícias, pois não encrimino o consumo de drogas, encrimino sim o uso de armas ou de violência, pois caso o consumo de drogas representasse violência, seria de bom gosto encriminalizar a venda de alcool, o que não parece ter sentido, pois tal como o consumo de drogas, é da responsabilidade de quem consome alcool ou drogas, quanto ao seu comportamento na sociedade. E portanto, sabendo que o consumo de drogas raramente está relacionado com a violência, não sou contra o consumo. É preferível ( a meu ver ) uma sociedade que permita o consumo mas que o controle, do que proiba e até penalize, não havendo um controlo. O controlo teria de ser algo mais focado na qualidade das drogas como também na regularidade do seu consumo. Isso além de trazer benefícios de consumo ( o produto iria prejudicar menos o consumidor ), também haveria um mecanismo que limitava o excesso. No alcool esse controlo não é feito, mas o alcool não é ilegal, resultando em vários eventos onde o excesso é habitual, sabendo que há realmente imensas pessoas que bebem e depois são violentos com familiares ou desconhecidos. O mesmo raramente acontece no consumo de drogas leves tais como o canabis ou o haxixe. A Cocaína é droga para os ricos, pois nem todas as pessoas terão capacidades de gastr 50€ ou mais por dia. Mesmo assim, ao haver o controlo e legalidade do consumo, todos os mecanismos ilegais de tráfico de droga iriam desaparecer.

Para mim a justiça precisa mais de bom senso do que uma aplicação totalmente injusta por quem erra (nesta noção de ser um erro sem mal), tal como o consumo de drogas sem criar disturbios na sociedade. Se a pessoa não criou um disturbio na sociedade, a meu ver a pessoa pode continuar a consumir a droga que quiser. A meu ver o "suicídio" é mais moral do que o "homicídio" e por isso, mais vale 10 pessoas que consomem droga mas sabem-se comportar na sociedade, do que pessoas armadas, que mesmo que sejam capazes de comportar-se em sociedade, é comum ver eventos onde o descontrolo emocional tomou poder dessas pessoas e elas mataram alguém. Em todos os países que as armas são legais, tais como nos Estados Unidos da America, os homicídios é algo comum, pois caso as armas de fogo não fossem legais, a maioria dos eventos entre pessoas que sentem incapacidades de controlo de frustração emocional, seria inexistente e como tal, os homicídios iriam acontecer com menos regularidade, pois está relacionado com a oportunidade e não tanto com a capacidade ou incapacidade de auto-controlo, sendo este também uma disciplina importante a ser educada, sem técnicas demasiado militares, pois os militares também poderão sofrer de reflexos violentos ao terem educações violentas.

Actualmente e já há vários séculos, homens sentem necessidades de violar pessoas, quando a masturbação deveria ser educada como mecanismo que pode salvar essa tentação. "Mais vale 10 masturbações por dia do que uma única violação na vida". Infelizmente existem padres que acreditam o inverso e a própria educação na religião não quer lidar com essa solução, pois também a considerada um "pecado". O Pecado é violentar alguém sem a sua vontade, ou penetrar alguém sem a sua vontade. Algo que pode estar relacionado com o execício militar, pois para questões de guerra, nota-se que os soldados "amam" penetrar outros corpos com as suas armas de fogo, ou então matam várias dezenas ou centenas de pessoas usando "pénis voadores que ejeculam mortes massivas". Nesse sentido, uma vez mais, mal por mal que seja um mal menor, isto é, "Todas as masturbações são positivas, até quando não têm como alvo um útero mas somente um pedaço de papel".