O problema da diferença

A Nova Direita não trás nada de novo e por isso, esta direita não poderá ser considerada como uma direita que trás algo de novo. Contúdo haverá antiguidades que podem ser pensadas como possivelmente positivas, face a uma compreensão do fenómeno social da actualidade. O fenómeno de haver discriminação de quem se veste "assim ou assado", parece óbvio, pois a discriminação social fora das escolas também acontece. Considerar que o facto dos alunos serem obrigados a usar a mesma "farda", pode corrigir esse tipo de problemática (não posso negar) sendo que o povo Moçulmano também acredita nessa perspectiva, pois as vestes são quase sempre iguais e essa formula de solucionar um problema de discriminação económica ou social, teve esse efeito nas culturas moçulmanas. Sem dúvida que a cultura Islâmica desenvolveu-se nesse sentido e não posso negar que foi através desse mecanismo que a maioria dos Moçulmanos não é Racista. É curioso que até para a questão da "pigmentação", o vestuário tenha um efeito tão equalitário ora nas questões da discriminação social ora até nas questões da aceitação da irregularidade das cores que as pessoas desenvolveram por ordem do acaso.

Contúdo creio que essas questões deveriam ser educadas pelos pais e não limitadas e restringidas nas escolas. Pessoalmente nunca fiz essa distinção pois os meus pais sempre me levaram a locais onde a irregularidade de estilos estéticos eram comuns e como tal, não desenvolvi esse mecanismo de discriminação social ou racial. Por isso, mesmo entendendo o que se apresenta como algo de novo, é na verdade falta de conhecimento. A discriminação social e racial aparece naturalmente com base no desconhecimento, mas é algo que pode ser educado a aceitar e não deve ser educado a ser algo que deve ser alvo de competitividade. A competitividade entre grupos, também aparece nessa noção dos diferentes estilos, algo que é tão antigo quanto as tribos mais primitivas do mundo, existindo actualmente algumas e por isso, é fácil associar esse tipo de estígma que aparece no âmbito educacional e por isso, deveria ser educada ou guiada para a aceitação do que é irregular, quanto à forma como se apresenta.