A história não me deixa mentir

A Justiça é e deveria ser em todas as partes do mundo, um instrumento da educação. O professor castiga o aluno que se portou mal, com um exercício de atenção, dentro da mesma sala de aula e durante o periodo da aula, podendo se extender um pouco mais. O professor aplicou Justiça, mas também implementou educação, obrigando o aluno a ler um texto em voz alta para todos os presentes na sala de aula. Ora por vergonha ora por um despertar de interesse, o aluno irá corrigir o seu comportamento sem alguma vez ter sido violentado ou até injustamente castigado.

Mas desde há vários séculos, que a justiça sentiu necessidade de ser um instrumento que se separa da educação, considerando até que a educação está na demonstração de "boa disposição" como expressão de si própria perante os outros. Ora, é natural que um instrumento que serve um momento da continuidade do Tempo (condição Vital do progresso da educação, pois educar pede tempo, sabendo que todos podemos aprender algo de novo para o resto da vida), este instrumento torna-se um "corpo" externo que tem actividade de punição perante todos os outros, criando assim um mecanismo criminoso, pois é assim que desde sempre a instrumentalização da criminalidade se comportou perante todos os outros.

Vamos lá tentar encarar a problemática de uma forma séria: Se educação Molda comportamentos e se a condição de repressão limita-os, poderemos pensar na educação Militar. O "Soldado" ( ser humano ) não pode negar nem reclamar sem ser castigado, sabendo que no processo educativo deste caso, foca o comportamento do individuo a demonstrar-se agressivo ou até mesmo violento. [pelo visto também é educação obrigatória em alguns países, talvez pelos "fascínio" de demonstração de superioridade via a força...] Pois claro está, que esse comportamento é bem visto dentro no meio Militar, sendo também esse um dos principais objectivos da educação Militar.

Como tal, um dia destes e para não variar, os representantes da Polícia portuguesa declararam que a violência praticada por alguns agentes representa uma irregularidade que não é comum aos outros. Será? Ora, falando outra vez da condição do ser humano que está preso na educação militar, sabendo que não pode reclamar nem responder / reagir contra, este ser pode ser vítima de abusos compulsivos de todo o tipo de ataques, ora verbais ora até físicos. Poderia pensar-se que este mecanismo de "demonstração de resistencia à pressão psíquica ou até física", é nada mais do que um conteúdo que os soldados devem desenvolver, para serem capazes de ter o mesmo comportamento fora daquela escola. O que realmente acontece é que o ser que foi vitima dessa condição, potencialmente poderá oferecer a todos os outros, um reflexo repreendido, isto é, sabendo que não está na sua escola favorita e altamente violenta, é hora de demonstrar o quanto é capaz de ser violento contra quem se demonstra com um semelhante ou igual comportamento. Isso é o que acontece a alguns que perdem o controlo e que ao mesmo tempo, demonstram o quanto a educação Militar é Errónea quanto à forma de ensinar (mais instrumentos judiciais que recusam usar e aplicar os princípios da educação), isto é, informar, exercitar e repetir sem violentar. Criar jogos? Criar Criar (resolver, responder) de forma assertiva e também pode ser divertida. Educar...

Por vezes penso que a Justiça não pensa. Por exemplo, na consideração que qualquer droga do mundo, desde as mais leves até às mais pesadas, representam um perigo, o que objectivo principal e instrumental da Justiça, seria simplesmente retirar o conteúdo perigoso da pessoa que o estaria a transportar. A pessoa que transportava o produto, "tráfico" ou "comercialização industrializada", não precisa de ser presa nem punida. A punição já está incluída na sua incapacidade de ter chegado ao destino que era suposto e sabendo que o produto lhe foi retirado, poderá também não sentir a necessidade de voltar para o ponto de partida, pois é natural que ambos os lados deste tipo de grupos, seja igualmente injusto contra esse ser, pois terá falhado... Ora, é natural que um grupo considerado criminoso tenham esse tão amados comportamentos do exercício militar contra terceiros, mas o mesmo não deveria existir no lado puramente Judicial / Legal, sabendo que ... quem olha para dentro antes de olhar para fora, poderá encontrar o mesmo conteúdo aquando olha para fora de si... A Polícia e os Militares raramente olham para "dentro" à procura das potenciais ameaças (e naturalmente que as armas tendem a desaparecer, entre outros problemas do Ser), tal como os abusos de Poder.

Podemos pensar nos USA. Eles gostam imenso de representar a justiça cá na Terra. Sabendo que esta justiça se separa dos princípios da educação.. vejam lá então...